Ultraprocessados: a maior ameaça à saúde brasileira
Os alimentos ultraprocessados, definidos pela classificação NOVA desenvolvida pela USP, são formulações industriais feitas predominantemente de substâncias derivadas de alimentos, com pouco ou nenhum alimento integral em sua composição. No Brasil, a participação dos ultraprocessados na dieta cresceu de 20% para 30% das calorias totais entre 2003 e 2018 (dados da POF/IBGE), com tendência de aumento. Essa mudança alimentar está diretamente associada ao crescimento epidêmico de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer no país.
Do ponto de vista da imunonutrição, os ultraprocessados comprometem a saúde imunológica por múltiplos mecanismos: provocam disbiose intestinal (emulsificantes como polissorbato 80 e carboximetilcelulose danificam a barreira intestinal), promovem inflamação crônica (excesso de açúcar, gordura trans e aditivos pró-inflamatórios), são pobres em micronutrientes essenciais para a imunidade e alteram o metabolismo energético das células imunitárias.
Dado importante: O Nupens/USP estima que a substituição de ultraprocessados por alimentos in natura poderia prevenir mais de 57 mil mortes prematuras por ano no Brasil.
Evidências de danos à saúde
Estudos prospectivos publicados no BMJ, JAMA Internal Medicine e The Lancet demonstram que o consumo elevado de ultraprocessados está associado a aumento de 25% no risco de mortalidade por todas as causas, 31% de risco de depressão, 12% de risco de câncer e piora significativa dos biomarcadores de função imunológica. Pesquisas lideradas pelo Nupens/USP, grupo que desenvolveu a classificação NOVA, são referência mundial neste campo.
A redução do consumo de ultraprocessados é uma das recomendações centrais do Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde, 2014), reconhecido pela OMS como um dos melhores guias alimentares do mundo. O programa ORIM adota essa recomendação como pilar fundamental de seus protocolos de imunonutrição, promovendo o retorno à alimentação baseada em alimentos reais, frescos e minimamente processados.
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Explorar Produtos ORIM™ Conhecer a AssociaçãoReferências científicas
- Monteiro CA, et al. Ultra-processed foods: what they are and how to identify them. Public Health Nutrition. 2019;22(5):936-941.
- Srour B, et al. Ultra-processed food intake and risk of cardiovascular disease. BMJ. 2019;365:l1451.
- Nupens/USP. Impacto dos ultraprocessados na saúde da população brasileira. 2023.
- Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2014.