Jejum intermitente: modismo ou ciência?
O jejum intermitente (JI) tornou-se uma das práticas alimentares mais populares no Brasil, impulsionado por influenciadores digitais e reportagens na mídia. Mas o que a ciência realmente diz? Ensaios clínicos publicados no New England Journal of Medicine demonstram que o JI pode melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir a inflamação crônica, ativar a autofagia celular (processo de reciclagem de componentes celulares danificados) e modular a composição da microbiota intestinal.
Do ponto de vista da imunonutrição, o JI apresenta efeitos interessantes: a autofagia estimulada pelo jejum elimina componentes celulares danificados, incluindo mitocôndrias disfuncionais nas células imunitárias. Estudos publicados na Cell demonstram que ciclos de jejum e realimentação podem "rejuvenescer" o sistema imunológico ao estimular a produção de novas células-tronco hematopoiéticas.
Dado importante: É fundamental distinguir entre jejum intermitente estruturado (com orientação profissional) e restrição alimentar desorganizada. Pular refeições por falta de tempo ou recurso não é JI e pode prejudicar a saúde.
Cuidados e contraindicações
O JI não é indicado para todos. Contraindicações incluem: gestantes e lactantes, crianças e adolescentes, idosos com sarcopenia, pessoas com transtornos alimentares, diabéticos em uso de insulina (sem supervisão médica) e pessoas com hipotireoidismo não controlado. Além disso, jejuns prolongados (mais de 24 horas) podem suprimir a função imunológica e devem ser evitados sem orientação profissional.
No Brasil, onde a cultura alimentar valoriza as refeições compartilhadas e a alimentação regular, o JI deve ser adaptado com bom senso. O programa ORIM integra princípios de cronobiologia nutricional que podem incluir janelas alimentares otimizadas, sempre respeitando as necessidades individuais e as contraindicações, com foco na qualidade nutricional das refeições consumidas durante a janela alimentar.
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