Energia e Metabolismo

Guaraná: Energia Natural Amazônica para o Metabolismo e a Imunidade

21 de março de 202611 min de leituraRevisado por profissionais de saúde

Guaraná: o estimulante natural da Amazônia

O guaraná (Paullinia cupana) é uma planta nativa da Amazônia brasileira cujas sementes contêm a maior concentração natural de cafeína do reino vegetal, até 6% contra 2% do café. Mas o guaraná vai muito além da cafeína: suas sementes são ricas em taninos, catequinas, teobromina e saponinas, compostos bioativos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunomoduladoras documentadas em revistas como Phytochemistry e Journal of Ethnopharmacology.

Pesquisas conduzidas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pela Embrapa demonstram que o guaraná brasileiro possui ação termogênica comprovada, aumentando o gasto energético basal em até 11%. Essa propriedade é relevante no contexto da epidemia de obesidade no Brasil, onde dados do Vigitel/Ministério da Saúde indicam que mais de 60% dos adultos brasileiros apresentam excesso de peso.

Dado importante: O município de Maués (AM), conhecido como Terra do Guaraná, registra uma das maiores expectativas de vida da região amazônica, um dado que pesquisadores associam ao consumo tradicional do fruto.

Guaraná e modulação imunológica

Estudos recentes publicados no International Journal of Molecular Sciences revelam que os polifenóis do guaraná exercem ação anti-inflamatória significativa, reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias como IL-1beta e TNF-alfa. Essa modulação inflamatória é fundamental na prevenção da inflamação crônica de baixo grau, condição que compromete a função imunológica e está na base de doenças crônicas não transmissíveis.

Na cultura alimentar brasileira, o guaraná é consumido tradicionalmente na forma de bastão ralado pelas populações indígenas da Amazônia, que o utilizam há séculos como tônico e estimulante natural. O programa ORIM reconhece o potencial do guaraná como coadjuvante em protocolos de otimização metabólica e energética, sempre respeitando os limites seguros de consumo de cafeína estabelecidos pela ANVISA.

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Referências científicas

  1. Haskell CF, et al. A double-blind, placebo-controlled, multi-dose evaluation of the acute behavioural effects of guarana in humans. J Psychopharmacol. 2007;21(1):65-70.
  2. Lima NDS, et al. Anti-inflammatory effects of guarana (Paullinia cupana) in vitro. Int J Mol Sci. 2019;20(7):1652.
  3. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2023: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas.
  4. Embrapa Amazônia Ocidental. Pesquisas sobre guaraná. 2022.
Artigo revisado por profissionais de saúde | Association ORIM | Ciência Suíça em Imunonutrição

Association ORIM | Ciência Suíça em Imunonutrição

Conteúdo baseado em evidências científicas, desenvolvido pela equipe de pesquisa da Association ORIM em Genebra, Suíça.