Castanha-do-Pará: o selênio da Amazônia
A castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa) é o alimento mais rico em selênio do planeta. Uma única castanha pode fornecer entre 70 e 90 microgramas de selênio, superando a recomendação diária de 55mcg para adultos. O selênio é um mineral essencial para a função imunológica, atuando como cofator de selenoproteínas fundamentais na defesa antioxidante e na regulação da resposta inflamatória. O Brasil é o maior produtor mundial, com a Amazônia concentrando a produção extrativista.
Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) demonstram que o consumo de apenas uma castanha-do-Pará por dia é suficiente para normalizar os níveis séricos de selênio em indivíduos deficientes. Esse achado é particularmente relevante considerando que a deficiência de selênio afeta a imunidade inata e adaptativa, comprometendo a função dos linfócitos T, a atividade das células NK e a produção de anticuerpos.
Dado importante: A castanha-do-Pará é tão rica em selênio que o consumo excessivo (mais de 5 unidades por dia) pode causar selenose. A recomendação da ANVISA é de no máximo 400mcg/dia de selênio total.
Selênio, imunidade e tireoide
O selênio é indispensável para a síntese de glutationa peroxidase, uma das mais importantes enzimas antioxidantes do organismo. Essa enzima protege as células imunitárias contra o dano oxidativo gerado durante a resposta inflamatória. Além disso, o selênio é essencial para a conversão do hormônio tireoidiano T4 em T3, impactando diretamente o metabolismo e a regulação imunológica. Estudos publicados no The Lancet demonstraram que a suplementação de selênio reduz a incidência de tireoidite autoimune.
Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) indicam que populações do Norte e Nordeste do Brasil apresentam melhor status de selênio devido ao consumo regular de castanhas amazônicas. O programa ORIM integra a castanha-do-Pará como fonte preferencial de selênio biodisponível, recomendando o consumo de 1 a 3 unidades diárias como parte de um protocolo de imunonutrição preventiva.
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- Thomson CD, et al. Brazil nuts: an effective way to improve selenium status. Am J Clin Nutr. 2008;87(2):379-384.
- Rayman MP. Selenium and human health. The Lancet. 2012;379(9822):1256-1268.
- Cominetti C, et al. Brazilian nut consumption improves selenium status and glutathione peroxidase activity. Nutrition. 2012;28(3):233-238.
- ANVISA. Limites de tolerância para selênio. Resolução RDC No. 269/2005.